No total de: gnomos _ Laura Ferraz. Meu caos, meu interior. A vida, os mestres suspeitos...
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Mentira, essa que vive todos os dias, mentiras que contas e gosta.
Possuir uma arma secreta como pedir perdão parece-lhe comodo.
Você vem? Vai? O que você quer aqui? Decide!
Eu preciso correr ali e depois voltar, pelo menos umas dez vezes.

Foi um marinheiro que me disse um dia, que peixes grandes não nos satisfaziam, pois metade deles eram espinhos e eu entendi isso um dia.

Até onde aguenta correr e mentir?
Faça igual o marinheiro, compre um barco!
Seja sedentário…
Voe sobre a terra e você entenderá os meus motivos.
Minhas atitudes tardias.

_Laura Ferraz 29/07/2014

Minha verdade foi violada, o que há dentro de mim foi escancarado.
Se eu não posso ser o que sou, como quero ser, como quero agir, como sinto, como devo, ou não.
Eu prefiro morrer.
Se eu não posso esconder os meus sentimentos, se não posso controlar os atos e sentidos, se eu não posso me querer como companhia, eu prefiro estar morta…
Quero ser alguém além de ser aquela que berra por auxilio, além de ter a alma encontrada na beira, na beira do principio, onde tudo começou, ou deixou de existir?
Prefiro morrer a entregar minha alma a você.
Minha dose de loucura foi interrompida, me afoguei em realidade.
Ei! Responda-me…


_Laura Ferraz 29/07/2014

E ele a segurou pelo braço e lhe implorou um gole, um gole de vida.
O barulho da chuva era forte, as gotas pesadas, o tempo gelado.
A dúvida era estúpida, estúpida a ponto de não existir em nenhuma outra situação.
Era feita em pedaços, como um quebra cabeça, que ao se encaixar não faz sentido algum.
O barulho da chuva continuava e o gole que ele dava enquanto a chuva caia estava por mata-lo. Ele sem ao menos perceber, foi arrancado do peito o coração, e ela ao perceber o que fizestes caiu em solo paulista e o implorou, implorou perdão e ele sem ao menos saber, saber o que estava acontecendo, a levantou e sem coração implorou;
sufoca-te! Quebre meus objetos de valor! Mas leva-me com você.
E o senhor distante, berrou:
-O que foi aquilo?
A senhora respondeu:
 -Uma facada!

_Laura Ferraz 14/07/2014

É, embora eu saiba o desfecho que tivemos…
Eu gosto!
Eu gosto do nosso conturbado jeito de ser.
Da nossa indecisão combinada.
Embora eu sinta, sinta saudades de ter-te em meus braços e escrever-te coisas exageradas.
Eu gosto!
Eu gosto do nosso conturbado jeito de ser.
Ao fechar os olhos eu vejo a vontade que sinto quando estou perto…
Mas eu gosto!
Gosto do nosso conturbado jeito de levar isso adiante.  
Queria confessar-te algumas coisas, tirar algumas dúvidas, concordar.
Mas eu gosto!
Gosto do nosso novo jeito de levar, de aceitar a vontade, os desejos, talvez para não entrarmos no mesmo buraco que nos vimos um dia.
Mas eu gosto!
Gosto do jeito que esbarramos os nossos olhares.
Da nossa amizade!
Preciso de você, sempre comigo, seja lá como for. 

_Laura Ferraz 14/07/2014

Um túnel de ternura, um túnel de amor, uma vida iluminada, um caminho pelo qual escolheu seguir. Uma espécie de véu que cai entre teus olhos terminando em teus ombros. Uma espécie de viagem iluminada por anjos, anjos brancos que nunca irão te deixar cair.
Mas por trás disso tudo há um túnel de sombras tenebrosas, uma espécie de loucura dominada pela sua mente, uma espécie de dor dominada pelo medo, e em um  desses círculos de dúvidas a esperança reina…

_Laura Ferraz 7 de setembro de 2012