No total de: gnomos _ Laura Ferraz. Meu caos, meu interior. A vida, os mestres suspeitos...
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Vejo-te, meus olhos ardem.
        Escuto-te, meu corpo sorri.
  Aparece, e eu o sinto em mim.
        Cega-me, ensina-me.
Explica-me o porquê, não entendo.
         Diga-me sobre o que e eu lhe explicarei.
Meu corpo dói, perco a fé.
          Na vida? Em mim?
Continuar tentando? Até quando? 


                          _Laura Ferraz 26/08/2014

O meu gosto é tão simples. Se não faz rir, não quero.
Soulstripper.   (via desalentou)

Cheguei, logo vi.
Estava passando, pensando…
Me veio o caos.
Quieta, agacho.
Fecho os olhos, penso.
Calada procuro o papel, papel escrito algo.
Me descrevi, me vi, ali, caída, morta.
Baixo, guitarra, rouca….
Êxtase, me vi, cai.
Morta, fiquei ali.
Devaneios, sujeira, jogada, fora!
Barulho, barulho bom.
Calada, me vi, sai, corri.
Cheguei, perguntei, comi.
Atirei no pé, tirei os sapatos, me vi ali, caída, morta.
O barulho da guitarra, do baixo, roca.
Fiquei ali.
Morta, cai.

                     _Laura Ferraz 25/08/2014

tantas inutilidades. eu, na frente do espelho: inútil. na vida. em tudo. qual o problema com isso, afinal de contas? por que essa ditadura do útil? o que é útil, afinal de contas? qual é a forma suprema de utilidade que sobreviverá ao inevitável desarranjo do universo? quando o sol se extinguir, quais de nossas úteis funções permanecerá? o futebol? o sistema trabalhista? a política? a literatura? qual forma de suprema utilidade resistirá à inutilidade de nosso próprio sistema solar? é por isso que me sinto tão bem com minhas inutilidades: sinto-me cósmico. porque é assim o universo também: inútil.
(J. Castro)
A tempestade que ocorria lá fora não era nada comparada com a que ocorria dentro de mim. Eu chovia mais que o céu.
A Solidão de James.     (via desalentou)

pequenaborboletaazul:

eu posso parecer estranho. mas é que eu sou estranho mesmo. fica calma. fica mais um pouco. só hoje. você não precisa ficar a sua vida toda aqui. fica só até o resto da minha.

J. Castro